Texto: " O DILEMA DE UMA ESCRIVANINHA"
O DILEMA DE UMA ESCRIVANINHA
Minha escrivaninha sempre foi voltada para a parede. E u sempre quis coloca-la na frente da janela, mas eu não podia.
Quantas coisas eu já me privei por conta do sonho da Medicina. Não consigo contar nos dedos das minhas mãos.
Eu já não olhava o céu enquanto escrevia, troquei uma imensidão azul por uma parede de anotações, lindas melodias por tampões de ouvido, uma bebida doce por um café amargo, gargalhadas de felicidade por suspiros de cansaço. Eu troquei noites de sonhos por olhos forçadamente acordados. Tudo isso para aprender uma matéria que eu pouco entendia, e muito menos me importava.
Vestibulanda para Medicina, eu me intitulava, mas eu não me sentia dessa maneira. Receitas de como passar no vestibular : não se distraia, não durma, não saia, não viva, nem ao menos crie esperança, pois a faculdade é pior. Manuais de instruções de como nos tornarmos robôs, fazer muitas das coisas que não gosta, fazer coisas que não se faz, tornar doentes pessoas saudáveis. E por ser um sonho eu me submeti a tristeza, a cansaço, a isolamento, a frustração, e considerar isso tudo normal.
E quando você passa do limite e chega a um extremo insuportável, você desiste. Com lagrimas nos olhos, com um peso no coração, com mãos calejadas de estar segurando um cabo de guerra contra você mesmo, você desiste.
Hoje a minha escrivaninha esta virada para a janela. Escuto musica entanto estudo, me permito bebidas novas, durmo quando estou com sono e dou muita risada. Não tenho ansiedade sobre o vestibular, cursinho ou faculdade. Eu desisti de um sonho para finalmente viver a minha vida em paz. Escrever e da minha mesa poder admirar o sol, a lua e todas as estrelas. Olhar para o horizonte e finalmente entender que eu sou livre para colocar a minha escrivaninha onde eu bem entender.
Minha escrivaninha sempre foi voltada para a parede. E u sempre quis coloca-la na frente da janela, mas eu não podia.
Quantas coisas eu já me privei por conta do sonho da Medicina. Não consigo contar nos dedos das minhas mãos.
Eu já não olhava o céu enquanto escrevia, troquei uma imensidão azul por uma parede de anotações, lindas melodias por tampões de ouvido, uma bebida doce por um café amargo, gargalhadas de felicidade por suspiros de cansaço. Eu troquei noites de sonhos por olhos forçadamente acordados. Tudo isso para aprender uma matéria que eu pouco entendia, e muito menos me importava.
Vestibulanda para Medicina, eu me intitulava, mas eu não me sentia dessa maneira. Receitas de como passar no vestibular : não se distraia, não durma, não saia, não viva, nem ao menos crie esperança, pois a faculdade é pior. Manuais de instruções de como nos tornarmos robôs, fazer muitas das coisas que não gosta, fazer coisas que não se faz, tornar doentes pessoas saudáveis. E por ser um sonho eu me submeti a tristeza, a cansaço, a isolamento, a frustração, e considerar isso tudo normal.
E quando você passa do limite e chega a um extremo insuportável, você desiste. Com lagrimas nos olhos, com um peso no coração, com mãos calejadas de estar segurando um cabo de guerra contra você mesmo, você desiste.
Hoje a minha escrivaninha esta virada para a janela. Escuto musica entanto estudo, me permito bebidas novas, durmo quando estou com sono e dou muita risada. Não tenho ansiedade sobre o vestibular, cursinho ou faculdade. Eu desisti de um sonho para finalmente viver a minha vida em paz. Escrever e da minha mesa poder admirar o sol, a lua e todas as estrelas. Olhar para o horizonte e finalmente entender que eu sou livre para colocar a minha escrivaninha onde eu bem entender.
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